Autoestima - Como é a relação com você mesmo(a)?
- Monica Santos
- 4 de ago. de 2021
- 3 min de leitura
O que pensamos que é?
Todos achamos que a autoestima está associada há tudo que está relacionado ao exterior, autocuidados, como nos vemos e principalmente ao que os outros veem.
Nas redes sociais temas relacionados à autoestima são tratamentos estéticos, cosméticos, roupas, tratamentos de emagrecimento e dentário, cirurgias plásticas etc.
O senso comum não está totalmente enganado, o autocuidado faz parte da autoestima, mas jamais será a definição dela.
O que realmente é?
A autoestima nada mais é do que a forma como você realmente se relaciona com você mesmo. Para termos um bom relacionamento com o outro é necessário, conhecer os pontos positivos e negativos, confiar nas intuições e decisões, admirar suas habilidades, tratar com respeito e carinho, aceitar as coisas que não pode mudar e principalmente amar.
Esse relacionamento é o ponto principal e determinante para o sucesso ou fracasso.
A baixa autoestima pode gerar sentimentos de tristeza, ansiedade, insegurança, ansiedade, conflitos internos, dificuldades de se relacionar de maneira saudável e equilibrada. Já a alta autoestima pode levar ao orgulho, ilusão de ser superior ao outro, sem permitir reconhecer as limitações e traçar planos para evolução individualmente e socialmente.
Não há Milagres, uma autoestima equilibrada é um dos maiores fatores das pessoas bem-sucedidas. A autoestima tem papel significativo na motivação ao logo de sua vida.
Autoestima é a avaliação e julgamento que faz de si mesmo.
Quem se conhece seus pontos fortes e fracos e se reconhece nas mudanças da vida, tem o poder de utilizar seus recursos internos para enfrentar as adversidades da vida e realizar seus objetivos.
A autoestima está em constante mudança e o ideal é mantê-la em equilíbrio. É amar a si antes de qualquer coisa.
Pilares da autoestima
· Autoaceitação - Quem sou? O que posso mudar? O que não posso mudar?
· Autoconfiança – Crenças? Consigo? Estratégias?
· Competência Social - Como me socializo?
· Rede Social- Com quem socializo?
Torno-me consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações e necessidades. Relaciono de forma respeitosa e amorosa comigo mesmo. Como cuido de mim.
Alguns sinais de baixa autoestima:
· Não saber lidar com elogios;
· Postura retraída;
· Desistir das coisas com facilidade;
· Se comparar com os outros;
· Dúvida em decisões simples;
· Verificar celular sozinho em eventos sociais;
· Quando você recua durante uma briga;
· Incapaz de sair de casa sem se arrumar ou com excesso de adornos;
· Medo de contribuir com sua opinião em uma conversa;
· Levar críticas para o lado pessoal.
Sinais de uma autoestima equilibrada:
· Não busca agradar ou aprovação dos outros;
· Consegue expressar suas opiniões e necessidades;
· Aceita e sabe lidar com suas limitações;
· Impõe seus limites;
· Não tem medo diante dos conflitos ou contratempos;
· Não teme o fracasso;
· Sabe a diferença entre confiança e arrogância;
· Aceita as críticas;
· Não se sente inferior.
A autoestima é construída principalmente nas nossas primeiras relações e muda ao longo da nossa vida.
Assim como nossa personalidade é formada em nosso nascimento, nossas relações interferem diretamente em como nos conhecemos, tratamos e principalmente lidamos c
om as experiências ao longo da vida.
As crianças precisam ser motivadas, fortalecidas e respeitadas.
Motivar suas capacidades mesmo que ainda estejam sendo desenvolvidas.
Reconhecer seus pontos fracos e fortalecer seus pontos fortes.
E respeitar seu desenvolvimento, ou seja, não exigir a mais do que ela pode fazer, diminuir o que ela faz e ou fazer por elas.
Reconhecer emoções e sentimentos são essenciais para compreender suas reações ao longo de seu desenvolvimento.
Lidar com suas emoções e sentimentos são fundamentais para o autoconhecimento e essencial para a autoestima. A prática de se autoconhecer é essencial para uma vida equilibrada. Só mudamos o que conhecemos!

As escolhas que fazemos ao longo de nossa vida são resultados do que conhecemos e do nosso relacionamento de nós mesmos.
Texto escrito por Monica A. Santos - Psicóloga CRP06/127.737.





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